Por que tantas farmácias estão falindo?

Por que tantas farmácias fecham as portas antes de 2 anos?  As farmácias brasileiras obtiveram um recorde em abertura nos últimos dois anos. Mas manter as portas abertas parece ser um desafio invencível para uma boa parte dos pontos de venda (PDVs).

Um levantamento do Close-Up International nos mostra que por volta de 30% desses estabelecimentos acabam fechando as portas após esse período.
O índice de fechamento das farmácias reflete especialmente nas pequenas e médias empresas. Das 1.129 lojas abertas pelas redes de menor porte nos últimos dois anos, 601 não resistiram – percentual de 53%. Em números absolutos, as pequenas farmácias são as que mais sofrem. Do total de 5.125 PDVs que fecharam as portas, 80% pertencem a esse nicho.

Por meio das ferramentas de medição da Schinetz identificamos três aspectos primordiais que afastam o cliente da loja. São eles:

  • Preço, 
  • Falta de produtos
  • Forma de pagamento.

“O primeiro e o terceiro motivos exigem flexibilidade da gestão, buscando soluções inovadoras e inteligentes como a recuperação tributária ou estudar a viabilidade de benefícios fiscais junto com a sua contabilidade, o que vai ajudar o empresário a economizar muito em impostos, temos casos aqui na MC Associados de termos reduzido mais de 50% a carga tributária dos nossos clientes. A ruptura exige planejamento estratégico, o que envolve elevado nível de acurácia na obtenção de dados sobre os hábitos de consumo e uma interação mais efetiva com o distribuidor”, reforça Jaciara Silva, líder no departamento comercial da Mc Associados.

Recuperação Tributária para Farmácias


A possibilidade de recuperação tributária existe porque as empresas acabam pagando mais impostos do que realmente deveriam. Mas por que isso acontece com as farmácias? Diversos fatores podem ocasionar isso, mas irei fazer um tópico com três deles.

  • Uso indevidamente de crédito;
  • Cálculos incorreto dos tributos;
  • Confusão com o recolhimento de PIS e COFINS em regime monofásico;

Falando de PIS e COFINS, esses tributos são os que mais dão dor de cabeça para o ramo farmacêutico brasileiro, por causa de pagamento indevido.
Quando o assunto é sobre recuperação tributária para farmácias, é importante darmos uma atenção redobrada ao recolhimento do Pis e do Cofins.
Porém, alguns produtos fafarmacias e recuperação tributáriazem parte da Tributação monofásica. Mas, o que seria isso? consiste em um regime diferenciado de tributação do PIS e COFINS, onde o recolhimento de tributos é feito na fase inicial da cadeia produtiva, ou seja, o imposto é pago apenas pela indústria ou importador.

Para farmácias, existem muitos produtos que entram no enquadramento do regime da tributação monofásica (Lei de nº 10.548/200) Isso inclui produtos de higiene, medicamentos e produtos de perfumaria. Por isso, o recolhimento do PIS e Cofins neste caso não é necessário, mas muitas farmácias fazem o recolhimento duplicado e ficam no prejuízo.

É importante ressaltar que a carga tributária pode variar dependendo do porte da farmácia, da localização e do regime tributário escolhido. Empresas menores podem optar pelo Simples Nacional, um regime simplificado que unifica diversos impostos em uma única guia de pagamento. Empresas maiores geralmente estão sujeitas ao Lucro Real ou Lucro Presumido, o que pode implicar em obrigações tributárias mais complexas.

Principais Motivos do Fechamento das Farmácias

O fechamento de aproximadamente 30% das farmácias brasileiras antes de completarem 2 anos de funcionamento pode ser atribuído a diversos fatores e desafios enfrentados pelo setor farmacêutico no Brasil. Algumas das principais razões incluem:

  • Concorrência Acirrada: O setor de farmácias é altamente competitivo, com uma grande quantidade de estabelecimentos disputando espaço no mercado. Isso pode levar a uma luta por preços mais baixos e margens de lucro reduzidas, o que torna difícil para as farmácias recém-inauguradas competirem com as já estabelecidas principalmente se elas estiverem aproveitando algum benefício fiscal e a menor por falta de conhecimento e direcionamento, não esteja.
  • Gestão Ineficiente: Muitas farmácias enfrentam desafios na gestão do negócio, incluindo falta de planejamento estratégico, controle inadequado de estoque, problemas com fornecedores e dificuldades na administração financeira.
  • Ruptura de Estoque: A falta de produtos nas prateleiras é um problema comum enfrentado pelas farmácias. A ruptura de estoque pode afastar clientes em busca de produtos específicos, resultando em perda de vendas e fidelidade do cliente.
  • Forma de Pagamento: A limitação das opções de pagamento pode impactar negativamente o fluxo de clientes, especialmente em um cenário onde os consumidores valorizam a conveniência e a variedade de formas de pagamento.
  • Recolhimento Incorreto de Impostos: As farmácias brasileiras enfrentam desafios relacionados à complexidade do sistema tributário do país. Erros no recolhimento de impostos, como PIS, COFINS e ICMS, podem levar ao pagamento indevido de tributos e aumentar os custos operacionais.
  • Regime Tributário Inadequado: A escolha do regime tributário inadequado pode levar a uma carga tributária maior do que o necessário, impactando negativamente a lucratividade da farmácia.
  • Regime Monofásico de PIS/COFINS: A tributação monofásica para alguns produtos farmacêuticos pode gerar confusão e levar a pagamentos indevidos de PIS/COFINS por parte das farmácias.

Para enfrentar esses desafios, é fundamental que os proprietários e gestores de farmácias busquem uma gestão eficiente do negócio, adotem práticas adequadas de controle de estoque, se atentem às opções de pagamento oferecidas, e contem com profissionais contábeis para garantir que os impostos sejam corretamente calculados e recolhidos. Além disso, uma análise criteriosa do regime tributário mais vantajoso para o empreendimento pode fazer a diferença na competitividade e saúde financeira da farmácia. A busca por inovação e diferenciação também é importante para se destacar em um mercado tão competitivo.

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