O Drex é a versão digital do Real, criada pelo Banco Central do Brasil com o objetivo de facilitar pagamentos e transferências de maneira segura e moderna. Além disso, diferente das criptomoedas, o Banco Central emitirá e controlará garantindo maior estabilidade e confiabilidade.
O nome “Drex” vem da combinação das palavras “Digital Real Experience” (Experiência Real Digital), simbolizando a transição do dinheiro físico para o ambiente digital.
Drex não substitui o dinheiro em espécie
De acordo com o Governo Federal, ele não vai substituir o dinheiro físico, tampouco será usado para monitorar a população, informações falsas que circularam nas redes sociais.
O objetivo do projeto é modernizar o sistema financeiro, permitindo operações mais rápidas, seguras e integradas entre bancos, fintechs e empresas.
Como o Drex vai funcionar na prática
O Drex funcionará com o mesmo valor do Real, ou seja, 1 Drex será igual a 1 Real.
Além disso, as instituições financeiras autorizadas armazenarão a nova moeda digital em carteiras digitais, que os usuários poderão usar para diversas finalidades, como:
- Pagamentos instantâneos e seguros;
- Empréstimos e contratos automatizados (smart contracts);
- Transferências diretas entre pessoas e empresas, sem intermediários;
- Operações com títulos públicos e investimentos tokenizados.
Dessa forma, promete reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência do sistema financeiro e incentivar a inovação em serviços digitais.
Diferença entre Drex, Pix e criptomoedas
Embora todos envolvam tecnologia e transações digitais, existem diferenças importantes:
- Pix: é um meio de pagamento, usado para transferir dinheiro de uma conta para outra.
- Drex: é uma forma de dinheiro digital oficial, emitido pelo Banco Central.
- Criptomoedas: são ativos privados e descentralizados, sem controle governamental.
Portanto, o Drex não é uma criptomoeda; em vez disso, representa uma evolução do Real no ambiente digital, com a garantia do Banco Central e com foco na segurança, transparência e praticidade.
Quando o Drex será lançado
O Banco Central está conduzindo testes com instituições financeiras desde 2024.
A implementação deve começar de forma gradual a partir de 2026, logo após o término da fase piloto.
O que muda para as empresas
Para empresários e empreendedores, deve simplificar operações financeiras, facilitar a automação de pagamentos e ampliar o acesso a serviços bancários digitais.
Empresas poderão, por exemplo, usar contratos inteligentes para receber pagamentos automáticos, reduzir burocracias e integrar sistemas contábeis e fiscais com mais agilidade.
Com a chegada do Drex, o ambiente de negócios tende a se tornar mais moderno e eficiente, estimulando a inovação e a competitividade.
